sábado, 11 de junho de 2016


A CONCORRÊNCIA DOS ALUNOS PARA A APRESENTAÇÃO DE MÚSICA ERUDITA NAS AUDIÇÕES MENSAIS, NAS ESCOLAS
Por Jansen Leiros

Vale à pena voltar no tempo para lembrar que naquela época, (década de cinquenta) a música erudita, considerada elitista, por ser oriunda dos salões aristocráticos, tinha seu lugar garantido na preferência do alunado, das escolas de elite.
De fato, a vontade dominante era a de concorrer para as apresentações mensais, nas referidas escolas, que se esmeravam no sentido de que suas apresentações mensais fossem, na  sua  maioria, os elementos “points” de suas escolas, e seus alunos, de piano e de violino, considerados portadores dos apreciáveis dotes artísticos, merecedores dos aplausos da cidade, ou merecedores dos galardões dos ganhadores de prêmios artísticos, ou coisa parecida!
Assim, a disputa estava inserida na condição da fama perseguida ou buscada, através dos valores da arte. 
A disputa dos melhores lugares para concorrer às audições mensais, em suas escolas, era o ponto máximo  dessa participação.
A disputa se prendia à circunstância de que a peça musical a ser executada, devia de ter, em seu bojo, o conteúdo técnico e artístico necessário à apreciação do texto artístico.  
Depois, desse detalhe, viria a postura do artista, sua indumentária, sua gestuália ou sua mesura técnica, principalmente quanto ao dedilhado, ao uso dos pedais, o envolvimento psicológico e sua transmissão à plateia. E finalmente, o envolvimento do artista com o expectador, formando um amálgama psicológico que não é visto, mas percebido pelas faculdades dos sensitivos.
Os valores técnicos, da fama ou do prestígio de seu compositor, também entram na apreciação, como um todo.
Deveria de ser apreciada em razão das dificuldades técnicas  demonstradas, por ocasião de sua execução, diante do público ouvinte.
Só assim, o leitor poderá apreciar o complexo do enfoque do objeto artístico, de seu conteúdo! Da pujança de seu elemento astral e seu envolvimento fluídico! Perispiritual! Analisemos esses apontamentos, com nossa memória analítica!   Reflitamos!

Quando da apresentação de uma peça musical, para análise de seu conteúdo artístico, objetivando a aferição de um lugar para a qual for a mesma apontada; uma colocação entre as demais aferições quanto ao conteúdo técnico, os avaliadores escolhidos para a apreciação de seu conteúdo, de seu contexto musical, tendo em vista o grau de dificuldades apresentadas, se inicia com sua execução.  Nela - a execução- são apreciadas as dificuldades encontradas, quer na grafia musical, quer na qualidade da execução, quanto ao dedilhado, quanto à expressão, quanto à gestuália artística e quanto aos sentimentos transmitidos pelo executor.

Nessa avaliação, são apreciados os movimentos do Regente e a postura dos demais artistas concorrentes. O resultado aritmético, apontará o vencedor do concurso. Essa é a maneira de se avaliar ou apreciar o conteúdo musical de uma partitura, cujo mecanismo será guardado na memória dos participantes. Eis como se deve apreciar o conteúdo de um concurso artístico. 

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