segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017


CURTAS E BOAS – Berilo de Castro


1 – MEGAFONE   
Quando fazia atendimento ambulatorial no Hospital Universitário Onofre Lopes (HUOL), fui informado pela auxiliar que não tinha mais nenhum paciente para atender. Mesmo assim, por prudência, pedi que fizesse uma nova chamada. A assistente voltou e confirmou que, realmente, não tinha mais ninguém.
Insisti e, em um tom de brincadeira, disse: chame no megafone!
Passado um bom tempo, volta a auxiliar e, com sinais de cansaço, diz:
– Doutor, já estou rouca de tanto chamar por esse tal de “megafone” e esse irresponsável não dá nem sinal de vida. Já deve ter ido embora…
2 – O DIVÃ
Em certa entrevista, como sempre ocorre, e dá Ibope, com jogadores de futebol, o repórter pergunta ao vigoroso zagueiro vascaíno: Odivan, de onde vem esse seu bonito nome?
 – Responde o jogador: meu pai é muito fanzão do rei Roberto Carlos e curtia muito aquela música Odivan (O divã). Assim sendo, resolveu homenagear o rei, me batizando com esse belo e marcante nome: ODIVAN. Sou, na verdade, um grande sucesso musical!
3 – A BENDITA MADEIRA
 Anos passados, durante a construção de um renomado colégio religioso de propriedade de um devotado homem de Deus e dedicado educador/escritor, atento à dinâmica da construção;  alegre e irradiante, verificando o avanço  da obra, com  as paredes das salas/quartos prontas e levantadas, liga para o seu competente e confiável construtor e fala:
– “Mestre Quincas, já levantei os quartos, pode empurrar a madeira”.
Berilo de CastroMédico e escritor

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